Cosi Run Tutti

Data Hora
Sex 17 Fev 21:30

Outras informações

Público
M/12
Duração
1h20 sem intervalo
Info
Texto, encenação e cenografia: Ricardo Alves | Composição: José Tiago Baptista / Manuel Brásio | Atores e músicos: Rodrigo Santos / Beatriz Baptista / João Costa / José Tiago Baptista / Manuel Brásio. | Interpretação Assíncrona: Ricardo Leitão Pedro - Teorba, Alaúde e Coros | Participação especial em video: Carlos Adolfo / Cláudia Valente / Dário Pais / Helena Fortuna / Inês Mariana Moitas / Ivo Bastos / Jorge Quintela / José Tiago Baptista / Manuel Brásio / Nuno Preto, Pedro Feio / Ricardo Alves, Ricardo Leitão / Pedro Feio / Sofia Silva | Captação e Mistura: Luis Neto | Figurinos: Sofia Silva | Desenho de Luz: Cláudia Valente | Video: Jorge Quintela | Design: Rita Ferreira | Operação Luz: Dário Pais | Operação Som: Pedro Feio | Foto: Pedro Sardinha | Produção: Helena Fortuna / Manuel Brásio | Costureiras: Ana Fernandes / Rosa Maria Almeida / Marlene Rodrigues | Coprodução: Teatro Municipal de Vila Real / Teatro Municipal do Porto / Cine-Teatro Constantino Nery | Apoio: Direção Geral das Artes / Antena 2

Cosi Run Tutti

“Così fan tutte” era para ser uma ópera contemporânea, o cruzamento das estéticas e linguagens do teatro da Palmilha Dentada e a Interferência. O grupo de teatro e o coletivo de criadores de música contemporânea, a que ainda por cima se acrescentava a riqueza e a modernidade dos meios audiovisuais, numa linguagem que não chegando a ser kitsch, era garante de uma modernidade oportuna.

Infelizmente a coisa correu mal. Não é fácil o cruzamento entre o humor da Palmilha e a erudição da música contemporânea da Interferência. Nem os músicos representavam, nem os atores tinham ritmo e principalmente ninguém cantava, coisa que, apesar de todas as estéticas modernas, continua a ser fundamental na montagem de uma ópera, mesmo que contemporânea, mesmo que com meios audiovisuais, mesmo que quase kitsch.

O resultado final – de nome “Cosi run tutti”, em tradução muito livre “assim fogem todos” – não passa de uma reflexão sobre estéticas e a relação entre os criadores e os seus públicos, sobre a importância das políticas culturais e da riqueza e importância dos projetos artísticos pessoais e coletivos para lá das modas dominantes.

Mas, apesar de tudo, o resultado final tem música, humor e cantoria. Já o Mozart, está inocente de toda esta confusão.

 

ESPETÁCULO APOIADO PELA DGARTES/ RTCP