O rei que nunca foi rei

Data Hora
Sáb 31 Jul 19:00
Dom 01 Ago 19:00
Preço Entrada livre (Limitada à lotação do espaço)
Este espetáculo não dispõe de vendas on-line
Público
M/12
Info
Interpretação: O Nariz Teatro; Azar Teatro l Espanha; Grupo de Teatro Apollo l Ourém; Grupo de Teatro e Canto da Associação Sénior l Batalha; O Alguidar - Grupo de Teatro Amador l Batalha; Casa do Mimio - Associação de Solidariedade Social I Batalha; TAP - Teatro Amador de Pombal l Pombal; Trupêgo - Grupo de Teatro l Porto de Mós; Grupo Coral Feminino da Ucrânia l Leiria
Produção: O Nariz Teatro
Texto: Luís Mourão
Direção e Encenação: Pedro Oliveira
Ilustração: Rui Pedro Lourenço
Design Gráfico: Paulo Fuentez

O rei que nunca foi rei

Esta história é, por opção da encenação, transportada no espaço e no tempo para os anos 60 do século XX, reconhecendo a sua intemporalidade. 

Cena 1 – 1398 – Vila Viçosa

Após prolongada doença NAP reúne um enorme exército e entra em Castela em resposta a um desafio lançado pelo mestre de Santiago (de Castela). O Condestável procura uma batalha que lhe foi recusada apesar dos inúmeros desafios lançados às tropas castelhanas. A campanha que terá durado 15 dias com uma progressão de cerca de 50 km acaba por não resultar em nada. NAP regressa a Portugal, não sem antes ter tido algumas demonstrações curiosas do enorme respeito que lhe tinham os adversários.

Regressa a Vila Viçosa onde o aguardam a mãe, Iria Gonçalves, e a filha, a jovem Beatriz Pereira.

 

Cena 2 – 1422 – não se sabe, talvez Almada mas não é impossível que tenha sido em Ourém.

NAP doa, primeiro aos cavaleiros que lhe são mais próximos, depois aos netos, Afonso, Fernando e Isabel, um enorme número de terras e regalias nomeadamente os títulos condais de Ourém (a Afonso) e Arraiolos (a Fernando) – o título de Conde de Barcelos já o tinha dado a sua filha em 1401.

 

Cena 3 – 1425 ou finais de 1424. Lisboa

NAP está no Convento do Carmo. Ocupa uma parte privada do complexo, junto à portaria.

Recebida a notícia altamente secreta (pela voz do Rei ou de D. Duarte, quase de certeza) de que o Rei de Tunes se prepara para atacar Ceuta, NAP manda aparelhar uma nau para combate com intenção de se juntar à esquadra de defesa. É ela pessoalmente que comanda este processo. As suas deslocações entre o Carmo e a Ribeira das Naus ficaram gravadas no imaginário lisboeta durante um largo período – o povo juntava-se para o ver passar, rezavam por ele e agradeciam-lhe como se fosse um verdadeiro santo, NAP retribuía com carinho, sopas e moedas.

A esquadra nunca partiu porque o Rei de Tunes acabou por desistir das suas intenções.

 

Projeto apoiado pelo Município de Leiria e Rede Cultura 2027