Saltar para conteúdo Mapa do site

Em Silêncio

Em Silêncio

de Teresa Sobral

Horários e escolha de sessões

Escolha de sessões:

Data Hora
Sáb 29 Jun 21:30
Dom 30 Jun 21:30
Preço Entrada livre (Limitada à lotação da sala)
Este espetáculo não dispõe de vendas on-line

Outras informações

Público

M/14

Em Silêncio

de Teresa Sobral

Descrição

“Em Silêncio” porque era uma ditadura, porque não se podia falar alto, porque o nosso vizinho nos podia denunciar, porque era perigoso dizer o que se pensa.
Um espetáculo documental e imersivo, com o público no palco, sentado no cenário, junto dos intérpretes.
Uma viagem aos 48 anos de ditadura em Portugal, com uma dinâmica auditiva e visual, vertiginosa e apaixonante. Um texto construído a partir de vozes de pessoas que viveram essa época; pessoas que estiveram presas por questões políticas; pessoas que se refugiaram em França; pessoas que viveram mais de 40 anos na clandestinidade; pessoas que lutaram pela independência dos seus países em África; pessoas que viveram em silêncio e com medo; pessoas que se tornaram informadoras do sistema; pessoas que não quiseram saber o que se passava.
Com música ao vivo e uma projeção de grande dimensão que vai quebrar as fronteiras entre realidade e criação, que vai explorar as linhas de tensão entre as duas formas de arte,
o cinema e o teatro e entre ficção e realidade; entre os atores, o público e as pessoas que viveram esse período da nossa história.
Todos juntos num palco de teatro – o espaço da liberdade de pensamento e da criação – juntos, porque há uma intimidade que queremos preservar quando se fala de tortura, de medo, das lutas estudantis, das desigualdades, do racismo, do colonialismo, de analfabetismo, do poder político do patriarcado e a sua agressão inerente contra o feminino.
Porque quando falamos de direitos humanos, temos de estar próximos uns dos outros para que o pensamento possa ecoar.

 

INFORMAÇÕES E RESERVAS:

244 823 600

blackbox@teatrojlsilva.pt

 

Intérpretes: Ana Valentim, Beatriz Maia, Hugo Narciso, Mário Coelho, Patrícia Fonseca, Tomás Barroso
Músicos: Hernâni Faustino (contrabaixo), Miguel Sobral Curado (guitarra elétrica)
Cantora: Leonor Cabrita
Texto: Teresa Sobral, incluindo excertos de *
Encenação: Teresa Sobral
Desenho de som e música original: Miguel Sobral Curado
Composição coral : Teresa Sobral
Figurinos: José António Tenente
Espaço Cénico: Teresa Sobral
Desenho de Luz: Vasco Letria
Consultoria histórica: Irene Pimentel
Voz Bidonville: Valdemar Francisco
Voz Colonialismo/25 Abril: Ernesto Dabo
Filme “Almoço”: António Rui Ribeiro
Som: Tomé Palmeirim
Vídeo: João Pinto/ Daniel Rondulha/Teresa Sobral
Pessoas no filme: Álvaro Pato, Luísa Tito Morais, Pedro Santarém, Fernanda Neves, Maria Machado, Raimundo Narciso, Helena Pato, Ernesto Dabo, Fernando Cardeira, Rui Pato, Silvestre Lacerda
Produção executiva: Inês Madeira Lopes
Produção: Kind of Black Box
Co-Produção: Cineteatro Louletano, CMLoulé; Teatro José Lúcio da Silva, CMLeiria; Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, CMCaldas da Rainha

Este espetáculo é apoiado pela DGARTES, Arte Pela Democracia, Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril.

Apoios/Parcerias:
Arquivo Nacional da Torre do Tombo; Fundação Mário Soares e Maria Barroso; Jornal O Público; A Bela e o Monstro Editores; Ephemera; URAP; Associação Não Apaguem a Memória; MP Cópia; Fábrica do Braço de Prata ; Produções Real Pelágio; Hemeroteca Municipal; Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais – Divisão de Documentação e Arquivo; Pão a Pão; Mezze; Arquivos PCP; Museu do Aljube; Museu de Peniche; Emaús; Robalo e República 14.

* este texto contém excertos de testemunhos e/ou conversas com as seguintes pessoas:
Conceição Matos, Helena Pato, Eugénia Varela Gomes; Carlos Coutinho; Raimundo Narciso;
Álvaro Pato, Rui Floriano Pato, Irene Pimentel, Antónia Dimas, Silvestre Lacerda, Luisa Tito
Morais, Pedro Santarém, Ernesto Dabo, Fernanda Neves, Maria Machado, Domingos Abrantes,
António Vilarigues, Valdemar Francisco, Fernando Cardeira

Excertos do “Dossier Tarrafal” edições Avante.

Excerto do texto do Luiz Pacheco “Quando até os mortos votavam”, gentilmente cedido pelo
filho Paulo Pacheco, ao qual deixamos o nosso agradecimento.